O millennial de 60 anos

Um dos grandes desafios do design é estabelecer uma experiência coerente dos consumidores atuais nos ambientes físicos e digitais, atribuindo importância e reconhecimento de dois mundos que aprenderam a conviver, cada um com suas particularidades.

E essa conversa toda sobre experiência surgiu justamente com os nossos queridos millennials. Pois essa geração, por vezes indecisa, contestada e inconstante, é a que mais contribui para a mudança do mundo como era conhecido anteriormente. Julgue ou classifique como quiser, porque eles também vão julgar você. O importante é que essa geração trouxe uma discussão importante sobre recompensas imediatas, facilidade de uso de produtos e serviços, experiências que nos conectem com quem somos, com o que queremos para nossas vidas.

E me deparo com a constatação do envelhecimento da população mundial. Hoje, no Brasil, os jovens menores de catorze anos são minoria em relação aos coroas de 60 anos. Em menos de 30 anos teremos uma população sênior maior do que qualquer outra no planeta. Sua empresa está preparada para esse futuro do pretérito?

Foto: Miguel Casagrande . Arquivo pessoal

Hoje, e como sempre no passado, a comunicação se dá através de projeções de imagens de jovens sorridentes e ativos. Afinal, ninguém quer ver sua marca associada a seres maduros. Será mesmo? Somente a juventude é bela, como já disse um filósofo de bar coberto de razão e cerveja. Mas como agir na hora da verdade, quando os grandes consumidores dos mais variados produtos e serviços já passaram dos 40? Quem tentou uma abordagem ligada diretamente ao seu público foi massacrado pelos especialistas de marketing para jovens, eles mesmos jovens e um tanto preconceituosos. Ou seriam apenas coerentes?

Foto: .Album Surfboards . David Carson

Quando projetamos espaços de consumo, físicos ou digitais, não importa, nos importamos com a idade dos nossos consumidores? Sabemos se eles têm dificuldades de reconhecimento espacial ou digital? Nos importamos com a velocidade? Um exercício importante que fazemos na CDA Design é a velha (ops!) e boa empatia, nos colocando no lugar dos consumidores ao projetar uma jornada de experiência em determinado espaço. Fazemos isso desde uma época em que a turma millennial estava começando a digitar. E por qual razão nos importamos tanto com o outro? Porque esse outro é aquele que vai comprar uma segunda vez a partir de uma primeira boa experiência, que começa sobre como informamos sobre o produto ou serviços nos espaços, terminando com uma avaliação satisfatória de pagamento e recebimento de sua tão desejada compra.

Foto: Landmark . Iris Apfel

Um dos grandes desafios atuais que temos é a integração de ambientes, em que o digital seja acessível como pegar um produto em uma prateleira, em que o físico tenha tanta informação quanto um site. Acreditamos que deve prevalecer a ideia de pessoas que querem suas vidas facilitadas por uma loja bem desenhada, com decoração e cores atrativas, por um site facilmente navegável, inclusive por quem não é engenheiro de software.

Hoje, pessoas têm comportamentos de consumo e estilos de vida e cultura que prezam a boa experiência, física ou digital, que gostam de visitar vitrines e serem bem atendidas, seja em shoppings, em lojas de rua, em suas casas ou em suas telas. Isso faz de todos nós millennials, independentemente de nossas idades, e é importante que designers, programadores, redatores e arquitetos entendam que não estão criando formas e espaços para si mesmos, mas para diversos tipos de pessoas de todas as idades biológicas possíveis.

Gostou do tema? Então faça contato com a CDA. Teremos o maior prazer em entender com você as motivações dos teus consumidores, para gerar a melhor experiência de consumo com sua marca em qualquer idade.

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Miguel Casagrande

Diretor comercial e ombudsman da empresa, é o responsável pela filosofia de atendimento e estratégia da CDA.

Os artigos apresentados e assinados não refletem necessariamente a opinião da CDA Design, mas demonstram a diversidade de ideias que respeitosamente defendemos.

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